O caderno “Eu & fim de semana” do jornal Valor de hoje (17/02) traz o mini dossiê “De volta à moda”, sobre a revalorização da alta costura. O tema é oportuno, no momento em que alguns propõem, até mesmo, que a moda morreu ou estaria moribunda… A análise “O eterno desejo de exclusividade”, assinada por Ângela Klinke, contou com a participação do sociólogo Dario Caldas, diretor do Observatório de Sinais.

O que é mais impactante na abertura do filme “Millenium – Os homens que não amavam as mulheres”? O visual, criado pela agência Blur de Tim Miller, ou a música, um cover do Led Zeppelin por Trent Reznor (Nine Inch Nails) e Karen O (Yeah Yeah Yeahs)? Melhor resposta? Os dois… Uma proposta estética muito forte, com traços que vão do gótico ao cyberpunk (como no igualmente incrível look de Lisbeth Salander/Rooney Mara, personagem central do filme, e cujo “pesadelo febril”, de certo modo, a abertura retrata, segundo Miller) e que tem tudo a ver com o momento europeu.


Finda janeiro, e o verão começou agitado por aqui… Nos dias 27 e 28, ocorreu a quarta edição do curso “Metodologia de Pesquisa e Análise de Tendências” no Espaço ODES, dentro do nosso Training Program (que terá, ainda, o curso “Aplicação estratégica de tendências em design”, dias 10 e 11 de fevereiro, vagas esgotadas). Paralelamente, finalizamos extensa pesquisa sobre a pele da brasileira, encomendada por um birô francês para um dos maiores grupos de cosmética mundiais. O estudo qualitativo em profundidade detectou diversas oportunidades de negócios e novos produtos para esse que é um dos mais dinâmicos setores do mercado brasileiro. Com isso, o Observatório de Sinais amplia ainda mais o seu banco de dados sobre comportamento, corpo e estética da consumidora brasileira. Novidades à vista…

Muito bom o editorial de moda publicado ontem (29/01) na revista Serafina, da Folha de S. Paulo. Os looks recém-apresentados na SPFW passaram pelo seguinte processo: foram primeiro fotografados, depois as fotos foram impressas em diversos tamanhos, coladas na paisagem urbana de SP e refotografadas para o editorial. O efeito é de simbiose total com a paisagem urbana. Detalhe: a reportagem faz questão de dizer que, numa última etapa, as colagens foram retiradas e o papel reciclado…


Algo como “o embaraço da escolha”, essa é uma expressãozinha francesa de que a gente gosta bastante, e é tão contemporânea! A dificuldade do consumidor diante da hiper-oferta reemergiu nas críticas que têm sido feitas à CES de Las Vegas, a maior feira de tecnologia e eletro-eletrônicos do mundo, que apresentou, na sua edição recém-encerrada, um excesso de aparelhos muito próximos uns dos outros, com uma complicação tal de detalhes “diferenciais” que até os experts têm dificuldade de destrinchar, enquanto que a ponta da inovação de verdade migrou para os softwares e apps… E para provar que o consumidor nem sempre tem esse perfil ativo que gostam de lhe emprestar, está aí o sucesso da Randwiches, uma empresa do Brooklyn nova-iorquino que distribui “sanduíches randômicos”, poupando ao indivíduo o esforço da decisão cotidiana sobre o que comer… Vá entender!


Como nós, vocês devem ter perebido que os calçados de plástico Crocs invadiram as ruas neste verão. Designers e analistas – que têm opinião nem sempre favorável ao que a marca propõe – tentam entender o porquê dessa escolha dos consumidores. Aqui vai a nossa contribuição:
1 – O discurso da marca, desde sempre, foi o do conforto aliado à praticidade – mais Zeitgeist impossível, totalmente em sintonia com a geração atual, muito desencanada de afetações e excessos.
2 – Para os que achavam as cores berrantes e os modelos de mau gosto, a resposta tem vindo em cores muito mais OK, e a verdade é que os produtos deram um upgrade em design, aumentando visivelmente a sua parte de mercado nos nichos em que a marca já era forte. Esse, aliás, é o ponto número 3:
3 – O valor percebido da marca se construiu mesmo a partir de nichos menos fashion, como o infantil, a terceria idade e, agora, com muita força, o masculino.
4 – E não é que a forma de “tamancão” meio hippie acabou por agradar, pelo menos dentro do registro casual que a marca propõe?

Uma das novidades aunciadas no novo site do Observatório de Sinais para 2012 é a realização de seminários próprios de tendências gerais – isto é, dentro do conceito de transversalidade -, duas vezes ao ano. Além de pretender funcionar como sinalizadores das tendências do período, o objetivo dos seminários, em prazo mais longo, é ajudar a construir uma espécie de “calendário de prospecção” para o mercado, delimitando espaços de análise e antecipação que favoreçam o planejamento estratégico. Junto com cada seminário, será lançado também um Trends Pack, dossiê que vai detalhar e aprofundar as macro e microtendências apresentadas. Detalhe: os seminários devem acontecer no auditório do próprio Espaço ODES. Fique atento!


O novo site do Observatório de Sinais já está online, cheio de novidades em novos produtos e serviços, que a gente vai detalhando aos poucos, aqui no blog. E também já estão disponíveis as informações sobre os cursos de verão do Training Program em Tendências 2012, confira!


Alô, Sorocaba (SP)! Amanhã, dia 29/11, o sociólogo Dario Caldas estará na cidade para palestrar sobre moda e sustentabilidade na 1ª edição do evento “SESI cria moda sustentável”, promoção da Fiesp e do Sesi local (veja a programação anexa).


O arquiteto Jacques Herzog esteve no Brasil para participar do evento Arq.Futuro, palestrou e deu entrevistas em que abordou temas como arquitetura moderna brasileira, os desafios de “complex|cidades” como SP e, claro, o projeto de seu escritório para a Nova Luz – sempre com relevância e clareza (destaque para a excelente entrevista concedida à Laura Greenhalg no Caderno 2 do Estadão, publicada ontem, 27/11). O projeto do Complexo Cultural Luz, descrito ora como “uma audaciosa trama de espaços abertos e fechados”, ora como “nu e exposto”, excita e enche de expectativa todos os que torcem pela recuperação completa do Centro de SP, sobre o qual terá certamente um impacto muito positivo. A cidade agradece – e dissipa, na elegância e na humildade de Herzog, as falas dos ignorantes (como Perry Farrell, do festival Lollapalooza) e dos arrogantes (como o chatíssimo filósofo Alain de Botton), que também passaram por aqui na semana passada, mas sem deixar saudades…